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Renda fixa mais sedutora 29/12/2009

O mercado de renda fixa entra em 2010 com duas convicções: 1) os juros tendem a subir; 2) será uma fase de volatilidade, longe dos ganhos certeiros com papéis prefixados como se observou em 2009. Mais do que nunca, antecipar a que tempo o Comitê de Política Monetária (Copom) pode iniciar o ciclo de elevação da Selic será tão importante quanto calcular o tamanho do ajuste. Nesse ambiente de correção da taxa básica brasileira - e de uma possível rodada de elevações mundo afora -, os portfólios compostos por títulos de dívida pública e crédito privado ganham, porém, atratividade na disputa pelo bolso do investidor e devem registrar entrada de dinheiro novo. Em 2009, a captação líquida da categoria resumia-se a R$ 6,6 bilhões até o dia 22, segundo a Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

Com a China puxando a economia global, os países desenvolvidos ensejando uma recuperação e o Brasil crescendo a taxas expressivas, a curva de juros - dada pela formação de uma tendência entre os vencimentos dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) - vai se mover conforme a dinâmica esperada para os índices de custo de vida e para o fim dos estímulos monetários e fiscais. "No mundo inteiro, os bancos centrais estarão reagindo contra possíveis pressões inflacionárias, tirando o excesso de liquidez e, eventualmente, subindo os juros", resume o superintendente de Renda fixa do Itaú Unibanco, Ronaldo Patah. "Será um ano mais volátil do que 2009, os gestores vão ter de se posicionar de acordo com o cenário e alternar a carteira com papéis pré e pós com mais frequência."

Embora os títulos de dívida corporativa ainda sustentem parcela importante nos resultados das carteiras, a remuneração, acrescenta Patah, já não é mais uma barganha, obrigando os gestores a serem mais criteriosos na escolha dos riscos. "No começo de 2009, o mercado estava bom para o comprador, agora está melhor para o vendedor (emissor)." Entre os papéis federais, são as Notas do Tesouro Nacional (NTN-B, atreladas ao IPCA) que ele considera a melhor opção para os portfólios. Isso por que o Itaú Unibanco tem um cenário mais conservador do que a média do mercado para as variáveis inflação e Selic. A instituição calcula que, com a atividade mais forte, crescendo a um ritmo de 6%, o IPCA fechará 2010 em 5%, acima da meta de 4,5%. Nesse contexto, a taxa primária brasileira subiria a 11,50% ao ano.

Na ponta mais otimista está a Bradesco Asset Management (BRAM), que projeta a Selic em 10,25% ao ano em dezembro, com as correções, se necessárias, empreendidas no fim do primeiro semestre, segundo o superintendente de Renda fixa, Luís Roberto Zaratin Soares. O especialista considera que, além dos papéis corporativos ocuparem espaço relevante nos portfólios, serão os títulos indexados à inflação que garantirão um juro real para investidor nenhum "botar defeito".

"Há papéis com prazo de dez anos pagando 6,5%, 6,7% ao ano, o que é um retorno fenomenal." Dependendo do cenário traçado, os prefixados também são alternativa, com um prêmio (remuneração acima da Selic projetada) implícito de 1% a 1,5% no prazo de um ano, acrescenta. Ontem, as Letras do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em janeiro de 2011 tinham, por exemplo, ofertas a 10,45% no secundário. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de DI de mesmo vencimento embutia uma taxa efetiva de 10,44%. "Quando a tendência do juros é para cima, isso sugere mais 'trading' do que posicionamento", explica Soares.

Pela última pesquisa do Banco Central (BC) junto ao mercado (Focus), publicada ontem, a Selic deve encerrar 2010 em 10,75% ao ano. O relatório de inflação, divulgado na semana passada com projeções consideradas benignas para os indicadores de atividade e de custo de vida, não chegou a alterar tal estimativa, apenas impondo recuo das taxas longas e alta dos vencimentos mais curtos na BM&F.

Se, para os gestores, a vida tende a ser mais difícil, para o investidor individual que quiser fazer posições estruturais, de longo prazo, os papéis prefixados ainda são uma boa pedida, diz o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Mello. "O mercado vai titubear em relação a que momento o BC vai começar esse movimento (de elevação da Selic), se no fim do primeiro trimestre ou se no início do segundo semestre, vai ser um mercado volátil e essa situação favorece as posições prefixadas", afirma. Para o aplicador que vê espaço para a inflação subir, os papéis corrigidos pelo IPCA são uma boa forma de proteger a carteira.

A simples perspectiva de que, em algum momento do ano, os juros vão subir já torna os investimentos em renda fixa mais atraentes do que em 2009, diz o diretor de Renda fixa da HSBC Global Asset Management, Renato Ramos. "Será pelo motivo bom que as taxas nominais e reais vão subir, para conter um crescimento da economia que está muito forte", afirma. "É um cenário que favorece tanto a renda fixa quanto os investimentos de maior risco, como a bolsa ou os fundos multimercados."

A capacidade da gestão de aumentar e diminuir posições nas horas mais apropriadas é que vai trazer rentabilidade adicional aos fundos nesse período mais volátil, acrescenta Ramos. O vaivém de preços, em certa medida também ocasionado pelo clima pré-eleitoral, com possível mudança no comando do BC, estará, porém, muito distante do que foi no conturbado 2008 - após a quebra do Lehman Brothers, alguns papéis chegaram a exibir prejuízos comparáveis à renda variável. As projeções da casa apontam para um ajuste de 2,50 pontos percentuais na Selic, com os ajustes a partir do segundo trimestre. "Mas o mercado não está muito homogêneo, há desde casas que acreditam que o primeiro aumento vem em março como as que acham que não virá nada o ano inteiro." Nesse contexto, o especialista sugere que o investidor divida o seu capital entre fundos DI e carteiras de renda fixa com gestão ativa.

Com a melhora do nível de atividade, é natural que o mercado de renda fixa passe a pedir mais prêmio nos ativos de renda fixa, o ano será bom, mas não com os mesmos retornos observados em 2009, diz o economista-chefe da Gradual Investimentos, Pedro Paulo da Silveira. "É de se esperar que o BC retire os estímulos e um deles é a taxa de juros, mais efetivo do que mexer em compulsórios, que são instrumentos de exceção". Ele não compartilha da tese de que o processo eleitoral possa impor algum risco à condução da política monetária. Mas reconhece que isso servirá de munição para mais volatilidade.

Imprimir o conteúdo Visualizar impressão Fonte: Valor Econômico - Adriana Cotias
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