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O mercado de capitas brasileiro não se sustentará caso não haja um número maior de IPOs (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês), na opinião da diretora da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Luciana Dias. “Nenhum mercado se sustenta sem crescimento. Aumentar o número de IPOs, trazer mais empresas para o mercado, tornar este mercado acessível para outras companhias, este é um desafio”, disse Luciana, durante evento da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), realizado em São Paulo. A executiva ressaltou que a CVM tem se empenhado em discutir e procurar soluções para esta questão. “Temos tentado trabalhar com diagnósticos para entender porque as pequenas e médias empresas não conseguem acessar este mercado, porque o tíquete médio do nosso IPO é tão maior do que em outros mercados”, ressaltou. Segundo ela, outro ponto importante para o desenvolvimento do mercado é a governança. “Temos o Novo Mercado, temos a Lei da S/A, mas existem ajustes a serem feitos. Muitas vezes é uma questão de reforma legislativa, que é sempre arriscada e importante. Precisamos retornar a temas que estão menos ‘aparados’ na legislação societária”, disse Luciana. “Esses dois pontos (governança e crescimento) são importantes para que o nosso mercado possa se firmar como uma opção robusta”, completou a executiva. IPOs O mercado brasileiro realizou três IPOs em 2012: Locamerica, Unicasa e BTG Pactual. De acordo com estimativas consultoria Ernst & Young Terco, divulgadas no início do ano, são esperadas cerca de 20 operações para este ano, quase o dobro das 11 ofertas realizadas em 2011. |
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