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O Brasil tem o desafio de ampliar o número de emissões de ações e debêntures pelas empresas, com vistas ao desenvolvimento do mercado de capitais nacional, defendeu ontem Maria Helena Santana, presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Nós precisamos começar a focar empresas menores. Hoje os IPOs [oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês] são voltados para grandes companhias e grandes emissões."
Segundo a executiva, que esteve na 2ª Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria Independente, o valor médio de ofertas iniciais no Brasil é de US$ 620 milhões, enquanto que em países como a Austrália o número é de US$ 70 milhões. No Canadá, gira em torno de US$ 40 milhões.
A emissão de debêntures é outro ponto tratado como desafio pela CVM pois, na avaliação de Maria Helena, além de as ofertas serem menores do que deveriam, os prazos são muito curtos. Um dos principais motivos é a falta de um mercado secundário ativo para negociar esses papéis.
Maria Helena afirmou também que a autarquia ainda não possui um posicionamento sobre o estudo da consultoria internacional Oxera sobre a concorrência no mercado de ações. "O estudo tem muitas nuances, muitas sutilezas, e precisamos estudar com calma para tirar uma conclusão."
Na segunda-feira, a CVM divulgou o estudo, que aponta a expectativa de crescimento brasileiro, com oportunidade para "múltiplas plataformas de negociação". O documento aponta a necessidade de preparação do regulador brasileiro, citando a criação de uma estrutura supervisora para tratar de várias infraestruturas com a introdução de eventuais concorrentes à BM&FBovespa.
Em termos de custos, o estudo aponta a estimativa de que os investidores se beneficiem da presença de outras bolsas no país.
A análise do mercado brasileiro de ações foi encomendada em novembro pela CVM, depois que as bolsas Direct Edge e a Bats manifestaram interesse pelo país.
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