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Fitch Rebaixa Ratings da Unimed-Rio; Observação Negativa 01/09/2014

A Fitch Ratings rebaixou, hoje, os ratings da Unimed-Rio Cooperativa de Trabalho Médico do Rio de Janeiro Ltda. (Unimed-Rio) e de sua controlada integral Unimed-Rio Participações e Investimentos S.A. (Unimed-Rio Par), como a seguir: Unimed-Rio: - Rating Nacional de Longo Prazo para ‘ A-(bra)’, de ‘A+(bra)’ (A mais (bra)). Unimed-Rio Par - Rating Nacional de Longo Prazo para ‘ A-(bra)’, de ‘A+(bra)’ (A mais (bra)); - Primeira emissão de debêntures, no montante de BRL100 milhões e vencimento final em 2017: Rating Nacional para ‘ A-(bra)’, de ‘A+(bra)’ (A mais (bra)). Os rating foram colocados em Observação Negativa. O rebaixamento dos ratings da Unimed-Rio reflete a forte deterioração do perfil financeiro da companhia, evidenciada, sobretudo, por uma significativa e inesperada elevação de seu risco de refinanciamento, em patamar incompatível com a categoria de rating. As projeções iniciais da Fitch consideravam que a Unimed-Rio seria bem-sucedida em retornar a um perfil financeiro e de alavancagem mais conservador, alinhado com o histórico da companhia. A Observação Negativa reflete os principais desafios da Unimed: reduzir as fortes pressões financeiras de curto prazo e reequilibrar suas necessidades de pagamento. A companhia tem buscado implementar ações para reverter a elevada concentração de vencimentos de dívida no curto prazo. Para tanto, é fundamental concluir as negociações em curso. Caso a companhia não consiga realizar estas medidas no curto prazo, novas ações de rebaixamento deverão ocorrer. Os fundamentos da indústria permaneceram inalterados. A Unimed Rio tem conseguido incrementar seu EBITDA e manter margens estáveis e satisfatórias. A deterioração de seu perfil financeiro tem como principal catalizador o investimento de BRL250 milhões em um novo hospital. Fatores como atraso do rump-up das operações do hospital, inaugurado em 2013; custos de construção acima do esperado; investimentos em equipamentos; e frustações relativas à velocidade de ocupação e agregação de receitas por este ativo vêm pressionando a geração operacional de caixa, consumindo capital de giro, queimando caixa e demandando maiores necessidades de financiamento para sustentar a nova base de negócios. Neste cenário, as expectativas iniciais da agência, de que a companhia retornaria à uma alavancagem líquida abaixo de 3,0 vezes, já em 2014, foram frustradas. As maiores pressões de financiamento devem aumentar a alavancagem líquida da Unimed para acima de 4,0 vezes ao final de 2014. Principais Fundamentos dos Ratings: Os ratings da Unimed-Rio e de sua subsidiária se baseiam no risco consolidado do grupo. Também refletem a satisfatória base de negócios da companhia, sustentada por relevante posição de mercado em sua área de atuação e por adequados índices de sinistralidade e reputação na indústria. As classificações incorporam, ainda, a exposição dos negócios da Unimed-Rio a riscos não gerenciáveis e a mudanças regulatórias que possam afetar os fundamentos do setor. Em sua avaliação, a Fitch considerou também a exposição da companhia a um ambiente de forte e crescente competição na pulverizada indústria de saúde do Brasil. EBITDA Satisfatório; Fluxo de Caixa Operacional Fortemente Pressionado Pelo Capital de Giro: A Unimed-Rio mantém como importante desafio rentabilizar em bases sustentáveis seu novo hospital, que ainda apresenta geração de caixa operacional negativa. A construção da unidade é estratégica para o modelo de negócios da companhia, mas apresentou atrasos não esperados e investimentos adicionais em torno de BRL80 milhões, que foram financiados com recursos de caixa. Em 2013, o EBITDA da Unimed-Rio, de BRL235 milhões (+32%), foi satisfatório e em linha com as expectativas da Fitch, porém foi consumido principalmente pela forte pressão sobre o capital de giro. No período, a companhia incorreu em desembolsos de caixa não esperados pela Fitch, relacionados principalmente a adiantamentos à rede médica, de aproximadamente BRL51 milhões, a cooperados (BRL66 mihões) e de intercâmbio (BRL80 milhões). Estes eventos pressionaram significativamente o fluxo de caixa das operações (CFFO) e o fluxo de caixa livre (FCF) da companhia no ano. Em 2013, o CFFO foi negativo em BRL23,7 milhões, frente aos BRL121 milhões de 2012. O FCF ficou negativo em BRL131,2 milhões, também pressionado por investimentos de BRL107,5 milhões, em sua maioria destinados à construção do hospital. Em 2012 o FCF foi de BRL11 milhões. Para 2014, a Fitch estima um contínuo crescimento do EBITDA, para aproximadamente BRL260 milhões, beneficiado por aumento da carteira e do tíquete médio ao redor de 5% e pela incorporação, em bases anuais, da carteira proveniente da Golden Cross. Todavia, as atuais pressões sobre o fluxo de caixa deverão consumir grande parte do CFFO e incorrer em geração negativa de FCF em torno de BRL200 milhões, segundo estimativas da Fitch. Expectativa de Desalavancagem Frustrada/Alavancagem Crescente em 2014: Em 31 de dezembro de 2013, a alavancagem líquida da Unimed-Rio, medida pela relação dívida líquida/EBITDA, conforme os critérios da Fitch, atingiu 3,4 vezes, ligeiramente acima da expectativa da agência, que era de 3,0 vezes. De 2009 a 2011, a alavancagem líquida média da companhia foi de 1,3 vez. Para 2014, as projeções da Fitch indicam alavancagem líquida ligeiramente superior a 4,0 vezes. Uma gradual redução da alavancagem nos anos seguintes vai depender da capacidade da companhia para rentabilizar as operações do hospital e reduzir as atuais pressões de endividamento. Forte Deterioração dos Indicadores de Cobertura da Dívida Potencializa Risco de Refinanciamento: Os indicadores de cobertura da dívida da Unimed se deterioraram fortemente em relação aos anos anteriores. Em dezembro de 2013, o indicador de cobertura da dívida medida por caixa/dívida de curto prazo era de 0,2 vez e de caixa+CFFO/dívida de curto prazo, de 0,1 vez. Estes índices são significativamente mais fracos do que a 0,7 vez e a 1,3 vez apuradas em 2012 e a 1,7 vez e 2,4 vezes na média de 2010 a 2012. Ao final de dezembro de 2013, a posição de caixa da Unimed-Rio era de BRL59,5 milhões (-56%), e a dívida total consolidada ajustada pelos critérios da Fitch, de BRL856 milhões (+16%). A companhia não publica demonstrações financeiras intermediárias, mas, conforme informado, a posição de caixa em 30 de junho de 2014 era de aproximadamente BRL54 milhões, com BRL316 milhões de dívida concentrada no curto prazo. A Unimed-Rio dispõe, atualmente, de cerca de BR236 milhões de recebíveis livres de alienação, o que pode contribuir nas negociações de novas linhas de crédito. Para financiar o esperado fluxo de caixa livre negativo em 2014, a Fitch estima que a dívida total consolidada da Unimed-Rio se eleve para cerca de BRL1,1 bilhão no final de 2014. Ao fim de dezembro de 2013, a dívida total consolidada era composta basicamente por BRL241 milhões em empréstimos com a Caixa Econômica Federal (Caixa); BRL219 milhões de impostos parcelados; BRL100 milhões de emissões de debêntures; e BRL296 milhões de outros empréstimos bancários. Na mesma data, a dívida da Unimed-Rio Par totalizava BRL441 milhões, representando em torno de 52% da dívida da Unimed-Rio. A Unimed-Rio Par é o veículo financeiro criado em 2010 para viabilizar o financiamento de projetos de expansão do grupo. Sensibilidade dos Ratings: Novos rebaixamentos dos ratings da Unimed-Rio deverão ocorrer, caso a companhia não consiga equacionar seu elevado risco de refinanciamento no curto prazo e elevar o índice de cobertura, medido por caixa mais CFFO/dívida de curto prazo, para mais de 1,0 vez. No médio prazo, uma incapacidade para atingir, em 2015, alavancagem líquida abaixo de 4,0 vezes em bases recorrentes também poderá levar a novo rebaixamento dos ratings. Alterações regulatórias relevantes que afetem a indústria também deverão pressionar as classificações. Uma elevação dos ratings da Unimed-Rio é improvável a médio prazo.

Imprimir o conteúdo Visualizar impressão Fonte: Fitch Ratings
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